A cidade de Almada, no distrito de Setúbal, recebe de 08 a 10 de maio a 5.ª edição do Festival Jazz Manouche, com uma programação internacional que cruza tradição e contemporaneidade.
Organizado pela Alma Danada Associação Criativa, entidade cultural sediada em Almada responsável pela gestão do Cine Incrível desde 2011, o festival recebe este ano artistas de França, Espanha e Portugal.
Segundo a organização o evento, inspirado em Django Reinhardt, celebra o espírito livre do ‘gypsy jazz‘ e assume a missão de afirmar este género em Almada e no país, envolvendo a comunidade na sua continuidade.
A proposta do Festival Jazz Manouche de Almada é permitir uma experiência cultural imersiva que cruza música, dança, formação e conteúdos audiovisuais, promovendo diálogo intercultural, revitalização urbana e turismo.
“Com mais de uma década de percurso, afirma-se como uma plataforma cultural viva que honra a tradição cigana e projeta Almada no panorama internacional do jazz manouche”, explica a organização.
No dia 08 de maio o festival abre com o concerto de David Regueiro Trio e Thomas Kretzschmar.
O guitarrista galego David Regueiro junta-se ao violinista francês Thomas Kretzschmar num novo projeto de jazz manouche, fruto de uma conexão artística iniciada em festivais na França e consolidada com composições lançadas em 2024.
Em quarteto com Gonçalo Mendonça e Juyma Estévez, propõem uma viagem musical virtuosa e emotiva pelo universo do ‘gypsy jazz‘.
No dia 09 de maio sobe ao palco o conjunto Nouveau Quintette du Hot Club de France que renasce liderado por Duved Dunayevsky e Daniel Garlitsky para revisitar o legado de Django Reinhardt e Stéphane Grappelli.
Combinando clássicos, composições originais e repertório ‘swing’ das décadas de 1910 a 1940, o projeto propõe uma interpretação autêntica do ‘swing’ pré-guerra, explorando repertórios raros e projetando a herança do jazz manouche nos palcos internacionais.
No último dia do festival, 10 de maio, haverá uma aula de dança a cargo da Escola Blues & Swing Lisboa, especializada em danças vintage.
Esta escola, parceira do Festival de Jazz Manouche de Almada desde a sua primeira edição, promove um ambiente inclusivo e divertido para aprender a dançar, como dizem nas aulas: “Dançar faz bem à saúde, mexe o corpo e arrebita a alma!”
Ainda no dia 10 de maio, sobem ao palco os Stomping At 6, uma banda lisboeta de ‘swing’ e blues, formada por seis músicos inspirados pela dança ‘swing’.
O repertório desta banda foca-se em jazz e blues das décadas de 1920 a 1940, com adaptações de outras canções para este estilo, incluindo fado.
Com quatro edições de grande adesão do público, o Festival Jazz Manouche de Almada é uma marca registada que, segundo a organização, tem sido fundamental para projetar a cidade de Almada e a sua freguesia.
Alinhando a sua ação com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), o Festival Jazz Manouche de Almada promove a cultura, a inclusão social e o fortalecimento das comunidades locais.
A Alma Danada Associação Criativa, entidade organizadora do evento, desenvolve projetos de programação, formação e dinamização artística, reunindo uma equipa multidisciplinar de profissionais das áreas do espetáculo, produção e comunicação.
Ao longo de mais de 13 anos, a Alma Danada contribuiu para a valorização do património cultural, formação de públicos e dinamização económica e social do Centro Histórico, atraindo visitantes, artistas e novos negócios à cidade.