Os Bandidos do Cante chegam com “Bairro das Flores”, o seu álbum de estreia, depois de conquistarem o público com algumas músicas já conhecidos. Formado por cinco amigos do Alentejo, o grupo partilha a paixão pela música e o desejo de mostrar a cultura da sua região de forma atual, fazendo com que Portugal inteiro cante as suas canções.
O álbum nasceu entre tertúlias no Bairro das Flores, o monte da família de um dos membros, onde foram compostas a maioria das canções, e mistura a tradição do Cante Alentejano com sonoridades contemporâneas. Com este lançamento, os Bandidos do Cante preparam-se para levar a música ao vivo de norte a sul do país e dar continuidade a um projeto que promete crescer ainda este ano, com uma versão Deluxe do álbum e novidades em formato físico.
Já têm algumas músicas conhecidas, mas este é o vosso primeiro álbum. Quem são, afinal, os Bandidos do Cante?
Somos cinco amigos do Alentejo com uma paixão em comum: a música. Depois de convites e incentivos do Buba Espinho e dos D.A.M.A, decidimos criar o grupo para elevar a nossa região, mostrar a nossa cultura, torná-la atual, e seguir o sonho de um dia ver Portugal inteiro a cantar as nossas canções.
“Bairro das Flores” é o vosso álbum de estreia. Como é que descrevem este álbum?
“Bairro das Flores” é inspirado no Alentejo e nas várias formas de ver e sentir o amor. Procurámos contar histórias simples e quotidianas com que as pessoas se identifiquem. O álbum conta também com a colaboração de vários amigos, artistas que convidámos tanto para criar como para interpretar algumas canções.
Que feedback têm recebido? Alguma história ou episódio que queiram partilhar?
A reação do público tem sido muito positiva. As pessoas têm mostrado muito carinho por nós, e isso dá-nos ainda mais vontade de continuar a fazer música.
Há alguma história ou significado por trás de “Bairro das Flores”?
O Bairro das Flores é um monte da família do nosso Duarte Farias, onde nos juntamos há vários anos em tertúlias. Foi lá que juntámos amigos e criámos a maior parte das canções que estão no álbum.
As vossas músicas partem do Cante Alentejano, mas têm sonoridades contemporâneas. Como é que decidem o que manter da tradição e o que modernizar?
Nós achamos que o cante está nas nossas vozes. Tentamos modernizar e atualizar as músicas, mas sempre à procura de um estilo próprio.
Que sensação querem que fique para quem ouve?
Queremos que as pessoas se identifiquem com as nossas músicas e que as sintam como se fossem histórias delas próprias.
“Nada Mais” parte de um poema da Mariana Azevedo. Como surgiu esta ideia e como é que o poema se transformou em música?
A Mariana gosta de escrever poemas e partilhou este numa das suas redes sociais. Um amigo nosso, o Rui Poço, musicou o poema e mostrou-nos a canção. Identificámo-nos logo com a letra e a sonoridade, e levámo-la para o estúdio para gravar, tentando deixar o nosso cunho pessoal.
Quais são as expectativas para este ano, com o álbum lançado e este novo ciclo do grupo?
Queremos apresentar o álbum ao vivo e tocar os temas para o público de norte a sul do país. Este ano, pretendemos ainda lançar uma versão Deluxe do álbum, com algumas surpresas, e disponibilizá-lo em formato físico.