Os Bateu Matou inauguram no dia 22 de fevereiro a primeira edição de “O Nosso Baile”, na Casa Capitão, em Lisboa, um mês depois do lançamento do seu novo trabalho, “EP1”.
“O Nosso Baile” é uma residência mensal que combina música, dança e comunidade: uma tarde de atividades, workshops, almoço e, no final, um baile no chão, para pessoas de todas as idades e origens celebrarem juntas.
Combinando percussão e eletrónica, a banda transforma influências da música tradicional portuguesa em sons contemporâneos, criando um universo único, feito para dançar e partilhar experiências. Como afirmam os próprios Bateu Matou: “Lisboa precisa de estar junta. Lisboa precisa de baile. Mas baile à antiga.”
Os Bateu Matou são um trio improvável, que mistura percussão e eletrónica, juntando influências da música tradicional portuguesa com sons contemporâneos. Como nasceu esta combinação e como a definiriam para quem ainda não conhece a vossa música?
Nasceu da admiração mútua entre nós os três e da vontade de trazer mais ritmo para o cenário musical português, misturando as claves da nossa cultura com a diversidade que a torna única no mundo. Bateu Matou nasceu porque a tuga precisa de dançar a sua diferença.
“EP1” é o novo trabalho dos Bateu Matou. O que é este projeto?
É um chamamento. É o primeiro capítulo da história do Nosso Baile: quatro canções para apresentar o tom do novo ciclo de trabalho e quatro novas acendalhas de baile para o próximo espetáculo.
Como descrevem “O Nosso Baile”?
“ONosso Baile” é, ao mesmo tempo, um conjunto de música nova que iremos lançar durante 2026 e um compromisso com a nossa comunidade, que precisa de mais momentos para se sentir cada vez mais “nós”.
Ao longo deste ano teremos dois EPs e um disco a sair, além de uma residência mensal na Casa Capitão, que começa a 22 de fevereiro. No domingo, começamos com almoço, seguimos com atividades durante a tarde e terminamos com um baile no chão, a acabar a horas decentes. É um dia para estarmos juntos, onde pessoas de todas as idades e origens podem comer, participar e dançar.
Já disseram que Lisboa precisa de baile. O que é que um “baile à antiga” significa para vocês?
Um baile à antiga não se trata do tipo de música ou dos passos dos nossos avós, mas do espírito de comunidade que estes momentos criavam. Nos bailes, as pessoas celebram o que as une e esquecem o que as separa. São espaços de construção de laços. E, num tempo marcado pela individualização e pelo isolamento digital, um baile tem o poder de transformar solidão em ligação, transformar um grupo de pessoas num coletivo. Isso é tão poderoso quanto necessário.