Coreógrafo Marco da Silva Ferreira leva “A Folia” a Reino Unido, Áustria e Espanha

"A Folia" de Marco Silva

O coreógrafo e bailarino Marco da Silva Ferreira vai levar o espetáculo “A Folia” a mais palcos internacionais ao longo do ano, depois de já o ter apresentado em França.

Na quinta-feira, a peça coreográfica que explora os conceitos de êxtase, euforia e rebelião coletiva como motores da construção cultural, política e artística, estará em Londres até sábado no Centro Cultural Southbank.

Estreada em 2022, “A Folia” é uma das peças mais emblemáticas de Marco da Silva Ferreira, e também será apresentada a 21 de março no Festspielhaus – St Pölten, na Aústria, e a 26 e 27 no Mercado das Flores, em Barcelona, Espanha, segundo informação disponível na página oficial do artista natural de Santa Maria da Feira.

Nesta criação, o coreógrafo e bailarino parte de um fenómeno social do século XV, “com origem num ajuntamento popular nascido em Portugal, onde pastores e pastoras dançavam de forma rápida e desordenada, carregando aos ombros homens vestidos de mulher”, descreve a sinopse na página do artista.

Em maio, o mesmo espetáculo estará a 19 e 20 em Chambery (França), e a 23 em Liubliana (Eslovénia), regressando a França em novembro, no dia 28, para se apresentar no centro cultural Le Carré Sainte Maxime, ainda segundo a programação.

“Folia nasceu, em português, da associação da palavra fole – objeto usado para atiçar o fogo, etimologicamente próximo de fôlego – o ato de inspirar ar, e de folga – o dia de descanso ou lazer”, acrescenta o texto.

De origem rural, ligada aos rituais de fertilidade, às festas, à música e à dança, “rapidamente passou a marcar também as festividades das cortes dos reinos, sobretudo no sul da Europa”, acrescenta.

A partir deste contexto histórico, Marco da Silva Ferreira encena um encontro fictício entre a festa portuguesa e as danças contemporâneas.

O coreógrafo apresentou a sua mais recente peça – “F*cking Future” – em Portugal, em dezembro de 2025, no Teatro Municipal de Porto – Rivoli, e seguidamente, em fevereiro deste ano, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

“F*cking Future” subirá ao palco do Teatro Nacional de Chaillot, em França, nos dias 27, 28, 29 e 30 de maio.

Em janeiro deste ano, foi anunciado como um dos dez artistas distinguidos com o Prémio Chanel Next 2026, no valor de 100 mil euros, atribuído pela marca internacional de luxo a criadores dedicados a inovar as suas disciplinas.

Marco da Silva Ferreira, nascido em 1986, licenciou-se em fisioterapia pelo Instituto Piaget, em Gaia, e teve um percurso na natação de alta competição, mas focou os seus estudos do corpo nas artes performativas.

Foi o vencedor da 1.ª edição do programa “Achas que Sabes Dançar?” da SIC, em 2010, altura em que projetou a sua carreira.

Como intérprete, trabalhou em Portugal e no estrangeiro com André Mesquita, Hofesh Shechter, Sylvia Rijmer, Tiago Guedes, Victor Hugo Pontes, Paulo Ribeiro e David Marques, entre outros criadores.

Em 2025, Marco Ferreira da Silva levou o seu espetáculo “Carcaça” – premiado em 2023 com o prémio de Melhor Coreografia atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores – numa digressão internacional que passou pela França, Japão, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Austrália, entre outros países.

Fonte: LUSA

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