Filmes sobre poeta Sophia na Grécia e contracultura em Nova Iorque chegam aos cinemas

O filme “Sophia Setembro de 1963”, sobre uma viagem de Sophia de Mello Breyner Andresen à Grécia, e o documentário luso-britânico “Nova’78”, que mergulha na contracultura norte-americana dos anos 1970, estreiam-se na quinta-feira nos cinemas.

“Sophia Setembro de 1963”, de Hugo Pereira e Vanessa Duarte, baseia-se nos diários e em poemas da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, sobre a primeira viagem dela à Grécia no verão de 1963.

Essa viagem, em plena ditadura, foi feita de carro com a escritora Agustina Bessa-Luís e o marido desta, Alberto Luís, tendo Sophia de Mello Breyner Andresen tomado notas num diário, onde escreveu: “É tudo quase maravilhoso demais”.

No verão de 2023, sessenta anos depois, Hugo Pereira e Vanessa Duarte decidiram percorrer de carro “as várias Grécias: A imaginada, a estilhaçada, a de Sophia, a deles, a de Odisseu, a de ninguém”, lê-se na sinopse.

“Com a escritora sempre como guia, como uma estrela do Norte, o par de cineastas tenta seguir o seu olhar e sensibilidade poética e dialoga com a sua memória, confrontando-se simultaneamente com a paisagem física, social e política da Grécia atual”, explicam os realizadores.

Entre o documentário e a ficção, “Sophia Setembro de 1963” é uma produção da The Stone and The Plot.

Na quinta-feira estreia-se igualmente nos cinemas – e em simultâneo na plataforma de ‘streaming’ Filmin – o documentário “Nova’78”, do realizador português Rodrigo Areias e do norte-americano Aaron Brookner.

O filme foi feito a partir de filmagens do encontro de contracultura “Convenção Nova”, ocorrido em 1978 em Nova Iorque, com nomes como William S. Burroughs, Patti Smith, Allen Ginsberg, Frank Zappa, Laurie Anderson e John Cage.

“Através de imagens em 16 mm recentemente restauradas – captadas por Howard Brookner -, o filme mergulha-nos num momento crucial da contracultura dos anos 1970, explorando a arte, a rebelião e uma sociedade que se debatia com rápidas mudanças tecnológicas e políticas”, explica a Filmin.

O filme conta com música original de The Legendary Tigerman e já foi exibido no início deste ano no festival de documentário do Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque.

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