MACAM mostra fotografia contemporânea da coleção Américo Marques

Uma exposição com uma seleção de fotografias da coleção particular do empresário e colecionador Américo Marques é inaugurada na sexta-feira, no Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), em Lisboa.

Intitulada “Espaços Outros – Fotografia na Coleção Américo Marques (Parte I)”, dedicada à fotografia contemporânea a partir de uma coleção privada, a mostra está integrada na programação para a ARCOlisboa e ficará patente até 26 de outubro.

Com curadoria de Adelaide Ginga, diretora do MACAM, a exposição será apresentada em duas partes, estando a segunda prevista para novembro deste ano, segundo um comunicado divulgado pelo museu.

A exposição reúne obras de alguns dos principais nomes portugueses e estrangeiros da fotografia contemporânea, entre os quais Andreas Gursky, Andres Serrano, Bernd Becher e Hilla Becher, Candida Höfer, Cindy Sherman, Edgar Martins, Eija-Liisa Ahtila, Helena Almeida, Helmut Newton, João Penalva, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Thomas Ruff e Wolfgang Tillmans.

Abrangendo obras produzidas desde o final da década de 1950 até à atualidade, a exposição percorre diferentes gerações, geografias e contextos artísticos, refletindo a diversidade de abordagens temáticas e formais da fotografia contemporânea.

A proposta curatorial assenta “numa poética de relações – entre autores, sensibilidades e linguagens”, refere o museu, que apresenta a fotografia como espaço de reflexão crítica e construção conceptual da imagem.

Américo Marques dos Santos nasceu na Beira, em Moçambique, em 1957, tendo-se fixado em Portugal em 1978, após estudar arquitetura na África do Sul.

Ligado profissionalmente às áreas da construção e do imobiliário, iniciou a sua coleção de arte no final da década de 1980, reunindo ao longo dos anos cerca de mil obras de pintura, fotografia, desenho, vídeo, escultura e instalação.

O interesse pela fotografia surgiu em meados da década de 1990, inicialmente centrado em artistas portugueses e posteriormente alargado ao contexto internacional, representando atualmente cerca de um terço da coleção.

De acordo com o MACAM, a mostra constitui “uma oportunidade rara para conhecer uma das mais importantes coleções privadas de fotografia em Portugal”.

A exposição integra a programação especial dedicada ao colecionismo e às coleções privadas promovida pelo MACAM no contexto da ARCOlisboa, que abre na quinta-feira a profissionais, com o objetivo, segundo o museu, de reforçar o seu “conceito identitário”, definido como “A Casa das Coleções Privadas”.

No âmbito desta programação, o público poderá também visitar até 01 de junho, na Galeria 3 do museu, a exposição “Entre a Palavra e o Silêncio”, com obras da Coleção José Carlos Santana Pinto, igualmente com curadoria de Adelaide Ginga.

A mostra reúne artistas portugueses e internacionais em torno de diálogos entre palavra, número, pensamento conceptual e reflexão crítica, acrescenta o museu.

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