Museu do Abade de Baçal em Bragança vai exibir filmes de autor em sessões ao ar livre

Reprodução facebook

O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, vai ter sessões gratuitas de cinema ao ar livre, durante o mês de julho e início de agosto, com a exibição de dez curtas e longas-metragens.

Todas as quintas-feiras, entre 09 de julho e 06 de agosto, o jardim do museu abrirá à noite para a transmissão de filmes de autor. Em cada sessão, num total de cinco, serão projetadas uma curta e uma longa-metragem.

A primeira sessão é dedicada ao cinema europeu, com a primeira longa-metragem da “lenda viva” do cinema espanhol, Víctor Erice, “O espírito da colmeia”; a segunda, dedicada ao Japão, com “Bom dia”, do mestre japonês Yasujiro Ozu; a terceira está relacionada com o mundo anglo-saxónico, com “Aftersun”, de Charlotte Wells; a quarta é dedicada à América Latina, com a curta-metragem argentina “El empleo” e a longa-metragem “Tarde para morrer jovem”, da chilena Dominga Sotomayor, premiada no festival IndieLisboa; e a última sessão é dedicada ao cinema português, com a curta-metragem “Estória do Gato e da Lua”, de Pedro Serrazina, e a longa-metragem “Aquele querido mês de agosto”, de Miguel Gomes.

De acordo com Amândio Felício, responsável pelo cinema no Museu do Abade de Baçal, este primeiro ciclo, com filmes para pessoas com mais de 12 anos, será dedicado à juventude.

“Estamos a falar de histórias de passagem de infância e juventude, que nos remetem para aquilo que são os rituais e aquilo que são as histórias de crescimento da juventude e a passagem à idade adulta”, referiu, em declarações à Lusa.

Futuramente, o responsável admite poder haver sessões dedicadas ao público infantil, durante o dia, numa parceria com escolas.

O espaço cultural nunca teve cinema de forma pontual e a última sessão de cinema foi feita há vários anos.

Ainda segundo Amândio Felício, a aquisição de um equipamento de cinema, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), veio permitir o planeamento de várias sessões ao longo do ano, no Museu do Abade de Baçal, com vista a alargar a oferta cinematográfica em Bragança.

“Na generalidade dos casos dedicado ao cinema de autor, complementando a oferta que já existe na cidade, através do Auditório Paulo Quintela, que passa sobretudo cinema mais comercial”, frisou.  

Bragança é uma das cidades do país que não tem sala de cinema, no âmbito da exibição comercial. Os filmes são exibidos no Auditório Paulo Quintela, pelo município.

Em julho e agosto, também poderão ser vistos filmes no Museu do Abade de Baçal, fundado em 1915. Este é o primeiro de três ciclos. O segundo acontecerá nos meses de setembro e outubro.

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