A nova produção da companhia francesa de dança (LA)HORDE tem o Teatro Municipal do Porto como coprodutor e vai chegar à cidade portuguesa em junho do próximo ano, confirmou aquela instituição à Lusa.
Com o título “Après moi, le déluge” (“Depois de mim, o dilúvio”, frase histórica em França ligada ao final da monarquia), o espetáculo para o Ballet Nacional de Marselha, onde a companhia ocupa a direção artística, vai estrear-se no festival daquela cidade, no começo de julho, como foi revelado esta semana.
Com uma extensa lista de coprodutores, a peça chega ao Porto nos dias 04 e 05 de junho do próximo ano, confirmou à Lusa o Teatro Municipal do Porto.
“A peça nasce num momento de mudança, um tempo frágil onde o mundo parece perder os seus suportes. Sob o peso das crises e da exaustão coletiva, os corpos de 13 bailarinos/as vacilam, caem, desfazem-se antes mesmo de tudo começar”, pode ler-se no comunicado do Ballet Nacional de Marselha.
Os três coreógrafos do coletivo – Marine Brutti, Jonathan Debrouwer e Arthur Harel – empregam uma “cenografia de envergadura”, onde o “palco se transforma em câmara de ecos de uma estética possante, imergindo o público numa experiência fora do normal”.
Repetentes no Teatro Municipal do Porto, o coletivo (LA)HORDE tem ganhado protagonismo na última década como um dos principais atores da dança contemporânea.
O coletivo foi o responsável, por exemplo, pela coreografia da mais recente digressão da espanhola Rosalía (e da atuação com Björk nos prémios BRIT), tendo trabalhado com Madonna e Sam Smith, entre muitos outros.
Multipremiados ao longo da carreira, foram considerados uma das personalidades mais influentes do mundo da arte contemporânea na lista da publicação ArtReview em 2025.