Orca, a identidade musical de Leonor Cabrita, apresenta “Apneia”, novo álbum editado pela Facada Records. Depois de ter antecipado o trabalho com os singles “Sobras das Sombras”, “Até Temos Pena” (ft. Yaw Tembe) e “Lugar Miserável”, Leonor Cabrita regressa com um conjunto de canções que aborda temas associados ao trauma, à violência estrutural e à alienação, partindo das relações humanas para refletir sobre as ruturas e interrupções que atravessam a experiência individual.
“Apneia” parte do significado da própria palavra – a suspensão voluntária ou involuntária da respiração – para construir uma ideia de intervalo, interrupção e permanência num espaço entre diferentes momentos. É a partir desta imagem que Orca observa os episódios traumáticos enquanto quebras na narrativa da vida, acontecimentos que, pela sua natureza, parecem por vezes não encontrar lugar no tempo ou no espaço.
Com composição e letras de Leonor Cabrita, que assume também voz, piano e sintetizadores, “Apneia” prolonga a natureza simultaneamente individual e coletiva que tem caracterizado Orca. Se a escrita das canções nasce de um processo solitário, a sua concretização volta a desenvolver-se de forma comunitária. O álbum reúne nove músicos para além da própria artista, com Bá Álvares no baixo elétrico e sintetizadores, Miguel Sobral Curado na bateria, Francisco Menezes nos saxofones soprano e tenor e Yaw Tembe no trompete e EWI.

Catarina Branco, chica e Mariana Camacho participam nos coros, aos quais se junta Sallim, que assume também voz na décima faixa do disco. A mesma canção conta ainda com a voz de Leonor Arnaut. Os arranjos e a produção de “Apneia” são assinados por Bá Álvares e Leonor Cabrita, reforçando uma colaboração que acompanha a dimensão coletiva do projeto.
O álbum foi captado por Eduardo Vinhas no Estúdio Bela Flor, com mistura de Catarina Branco e masterização de João Almeida. A componente visual conta com fotografia de capa de Pedro Jafuno e design de Desisto, numa edição da Facada Records.
Depois de “Paisagem Trânsito”, álbum editado em 2023, e do EP “Não Há Tempo”, lançado no ano seguinte, “Apneia” representa um novo capítulo no percurso de Orca, aprofundando uma escrita que parte da experiência individual para abordar trauma, violência estrutural, alienação e os vínculos que estabelecemos com aqueles que nos rodeiam.
O álbum conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e da Fundação GDA, e será apresentado no dia 18 de setembro na BOTA, em Lisboa. Os bilhetes já se encontram disponíveis aqui.
