Rita Rocha: a cantautora mais nova de sempre a subir ao palco do Coliseu Porto AGEAS

Aos 19 anos, Rita Rocha é a cantautora mais nova de sempre a pisar o palco do Coliseu Porto AGEAS, a 20 de março. Um marco que evidencia não só o seu talento, mas também a sua determinação: além de cantora e compositora, Rita concilia a música com os estudos em Medicina, mostrando que é possível unir sonhos e responsabilidades.

O seu mais recente single, “Leva-me”, um dueto com Carolina Deslandes, antecipa a segunda parte do álbum “80”, do projeto “8 ou 80”. A canção celebra a confiança, a cumplicidade e o prazer de estar junto, seja num sofá de casa ou no fim do mundo.

 

És cantora e estás a tirar Medicina. Como conjugas estes dois mundos tão exigentes?

Não vou mentir, não tem sido fácil. Conciliar dois mundos tão exigentes como a música e a Medicina tem sido um grande desafio. Ainda assim, acredito que consigo porque me apoio em três coisas: organização, força de vontade e resiliência.

Cada vez acredito mais que, quando queremos verdadeiramente algo e temos objetivos bem definidos, não há nada que nos consiga parar.

 

A tua carreira começou muito cedo. Como é que sentes que mudaste como artista desde os primeiros lançamentos até agora?

Sinto que a maior mudança em mim foi a confiança. Quando comecei a lançar música era muito insegura e bastava a opinião de uma única pessoa para mudar completamente a perceção que tinha de mim mesma e do meu trabalho. Comentários menos bons tinham um peso enorme e faziam-me ir facilmente abaixo.

Hoje, sinto-me muito mais segura de quem sou e do caminho que estou a construir. Aprendi a ouvir opiniões sem deixar que definam o meu valor.

 

“Leva-me” é o teu novo single. O que é que querias dizer com esta canção?

É uma canção sobre gostar de alguém. Fala de confiança, de à-vontade, de quem entra em casa e na vida do outro sem precisar de pedir licença. É um amor feito de pequenas coisas, de silêncio partilhado e da certeza simples de querer estar sempre junto, seja até ao fim do mundo ou no sofá de casa.

 

Como surgiu a oportunidade de colaboração com a Carolina Deslandes?

A Carolina e eu tornámo-nos inseparáveis desde a minha participação no “The Voice”. Criámos uma ligação muito especial, quase como se fosse a minha irmã mais velha. A colaboração surgiu de forma muito natural, a partir dessa relação de cumplicidade, admiração e apoio mútuo que foi crescendo ao longo do tempo.

O que sentiste que ela trouxe à canção?

A Carolina, quando entra numa canção, transforma-a. Pelo talento, pela interpretação e, acima de tudo, pela verdade que carrega. É a minha compositora favorita no mundo e não consigo imaginar este caminho sem ela.

 

O projeto “8 ou 80” acompanha várias fases tuas. Em que ponto sentes que estás agora dentro desse disco?

Honestamente, sinto que estou no 80. É uma fase em que me deixo sentir tudo de forma intensa, sem filtros, e me permito mostrar quem sou de verdade. Este disco acompanha-me em cada passo, e agora sinto que estou a viver a parte mais intensa e apaixonada desta viagem.

Tocar num Coliseu é um marco importante na carreira de qualquer artista. O que representa este concerto para ti neste momento?

Tocar num Coliseu é um sonho e um marco enorme para qualquer artista. Para mim, representa a concretização de muito trabalho, dedicação e persistência. Quando soube que ia ser a cantautora mais nova de sempre a fazê-lo, cresceu em mim um senso de responsabilidade e superação. Quero superar as expectativas do público, agradecer e mostrar-lhes a minha verdade e a vontade que tenho de continuar aqui.

 

O que nos podes revelar deste concerto?

O que mais quero é que o público consiga viver todas as emoções possíveis, do 8 ao 80. Vai ser um concerto cheio de intensidade, com momentos de surpresa e experiências que espero que fiquem na memória de quem estiver comigo nessa noite.

Hoje, o que mais te desafia no mundo da música?

Hoje, o que mais me desafia é conseguir equilibrar tudo o que quero transmitir com a minha própria autenticidade. Há sempre expectativas externas, e o desafio é não me perder no meio disso, continuar a explorar, arriscar e a crescer, sem deixar de ser eu mesma.

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