Rúben Alves conquista as salas: Santo António, o Casamenteiro de Lisboa soma cerca de 41 mil espectadores na estreia

Com salas esgotadas e cerca de 41 mil espectadores no fim de semana de estreia, Santo António, o Casamenteiro de Lisboa já conquistou o público português. Realizado por Rúben Alves, o filme reúne nomes como Joaquim Monchique, Maria João Bastos, Rita Blanco, João Catarré, Inês Aires Pereira e Paco León.

Falámos com alguns dos protagonistas sobre a experiência de trabalhar com Rúben Alves, num projeto marcado tanto por reencontros e relações de longa data como por colaborações que aconteceram pela primeira vez.

 

Joaquim Monchique:

“O Rúben é meu amigo há 30 anos, mas nunca tínhamos trabalhado. No primeiro dia que estivemos juntos, ele disse, “um dia vamos fazer um filme juntos”. E passados 30 anos, aqui está. É um concretizar de um sonho. Eu ficava encantado de vê-lo trabalhar porque dirigir um filme é como dirigir uma orquestra. São 100 pessoas, é muito complicado fazer essa gestão. E, cada dia, ele parecia que tinha sido carregado na noite anterior como os telemóveis e vinha com uma alegria extraordinária. Eu com o Rúben não precisei de ver o guião, porque com ele já sabia que ia ser um trabalho de excelência.” 

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João Catarré:

“Trabalhar com o Ruben é maravilhoso, é uma energia renovada a cada dia que vamos filmar. Todos os problemas ou desafios mais difíceis que nós tínhamos pela frente, o Rúben tinha a ligeireza de trazer a magia dele como realizador e criativo para o set. E, abanava-nos e dizia “vamos contar esta história”.”

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Maria João Bastos:

“O que mais me chamou a atenção neste projeto foi trabalhar com o Rúben. Eu sou muito fã dele, tinha adorado “A Gaiola Dourada” e o “Miss” e, portanto, quando ele me ligou para me convidar, eu disse logo “sim, quero trabalhar contigo”, tinha esse sonho como atriz. Eu gosto muito da forma como o Rúben conta as suas histórias, ele tem um cunho e uma linguagem muito própria, utiliza o humor inteligente de uma forma muito sábia para falar de temas que precisam ser falados e pensados.” 

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Paco Leon:

“Eu já tinha visto a “A Gaiola Dourada” do Rúben e sentia-o como muito próximo, eu também sou realizador e, de repente, ele parecia como um irmão em Portugal”

 

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Rita Blanco:

A nossa relação de trabalho começou na Gaiola Dourada e funcionou muito bem, criámos uma relação afetiva de amizade que mantivemos até agora, foi ganhando cumplicidade e conhecimento um do outro muito facilmente. Eu sabia que mais tarde ou mais cedo íamos voltar a filmar. Ele apareceu com esta proposta, disse “bora lá”, e fizemos o filme. Só fez com que esta relação, que é tão íntima, que para nós é muito fácil comunicarmos sem palavras. Olhamos um para o outro e sabemos o que cada um precisa. E isso é uma segurança para mim e para ele.

 

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Inês Aires Pereira:

O que me atraiu mais para fazer este projeto foi o realizador. Eu acho que o Rúben consegue filmar muito bem. Tudo o que ele faz faz bem. O filme é bom, é bonito. É um filme para toda a gente. Não é aquela cena de cinema português que toda a gente vai achar uma seca e ninguém vai ver e porque é parado. Eu acho que é importante termos pessoas como o Rúben que levam mais portugueses ao cinema. Eu nem precisava de ler o guião, honestamente. “Queres fazer o filme do Rúben? Quero!””

 

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