Tapeçaria contemporânea portuguesa em exposição no Mosteiro de Seiça na Figueira da Foz

Site CM Figueira da Foz

Treze tapeçarias executadas a partir de pinturas e desenhos de nomes maiores da arte portuguesa do século XX vão estar patentes a partir de sábado no Mosteiro de Santa Maria de Seiça, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra.

Em destaque na exposição “É um grande bruxedo” estão trabalhos criados pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre a partir de obras de António Costa Pinheiro, Artur do Cruzeiro Seixas, Eduardo Nery, Graça Morais, José de Guimarães, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Cargaleiro e Maria Helena Vieira da Silva, avança a Fundação Millenium bcp em comunicado. 

Os desenhos e pinturas destes artistas foram “transpostas e reinterpretadas para a linguagem da lã e para a tecnologia do tear graças a um saber-fazer único no mundo”, refere a informação da organização, referindo-se à produção da empresa de Portalegre, que este ano celebra oito décadas de existência.

A exposição “É um grande bruxedo – A Tapeçaria de Portalegre na Coleção Millenium bcp” resulta de é um dos núcleos de “Não vá o diabo tecê-las! A Tapeçaria em diálogo a partir da Coleção Millennium bcp”, que esteve no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, em 2024, apresentando um panorama da história da tapeçaria contemporânea portuguesa.

Parte significativa desse espólio fica, até 15 de novembro, no Mosteiro de Santa Maria de Seiça, na freguesia do Paião, no âmbito de uma parceria firmada entre a Fundação Millennium bcp e o município da Figueira da Foz.

A nova exposição surge com “um outro alinhamento, um outro percurso”, para proporcionar “novos olhares e novos diálogos sobre aquele que é um dos conjuntos de tapeçarias de Portalegre mais notáveis do país”, acrescenta a Fundação Millenium bcp.

No Mosteiro de Seiça, monumento nacional, será possível ainda conhecer “o complexo e moroso processo de fabrico da Tapeçaria de Portalegre”, descobrindo “os bastidores da Manufactura e descortinando um lado menos visível: os espaços, as matérias-primas, os utensílios, os rostos e as mãos de quem faz”.

Com curadoria de Rita Maia Gomes, a mostra vai buscar o nome, “Um grande bruxedo”, a uma expressão de Cruzeiro Seixas, que assim se referiu ao saber-fazer da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre. 
 

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